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domingo, 8 de outubro de 2006

Eu sou corredor, Doutor!

Há algum tempo, quando comecei a correr, minha freqüência cardíaca (FC) rapidamente se elevava apesar de eu correr lentamente. Com o tempo, fui aumentando o ritmo e ainda correndo confortavelmente e com a mesma FC ou até com mais baixa que o usual. Antes, minha FC chegava até 155pbm, hoje, corro 30km com FC de 133 bpm, sem problemas. Isso se deve a alterações que acontecem no corpo de um corredor, com o intuito de se adaptar para o estresse da corrida. Se você for fazer uma consulta médica, lembre-se de avisar para seu médico que corre rotineiramente. De outra forma, alguns exames de sangue irão mostrar alterações que são completamente normais para um atleta, mas que seriam patológicas em indivíduos sedentários. Vamos citar algumas. Baixa freqüência cardíaca. Na medida em que você está melhor condicionado fisicamente, o coração não precisa bater tanto e a FC diminui consideravelmente. Os batimentos cardíacos ao acordar é um excelente indicador de como está seu corpo naquele dia. Diga para seu médico que e corredor ou ele poderá pensar que você tem alguma arritmia cardíaca (um bloqueio átrio-ventricular, por exemplo). Se você mede diariamente e sabe que sua média é de 60bpm, caso aumente 10%, deve ter alguma coisa diferente (uma gripe, por exemplo); se aumenta mais de 20%, certamente há algum problema e você não deverá correr naquele dia e procurar um médico. Aumento na hemoglobina. A hemoglobina é uma proteína do sangue responsável pelo transporte do oxigênio do pulmão até os músculos e outros tecidos. Com o treino, como precisamos de mais oxigênio nos músculos, há um aumento nos níveis de hemoglobina, o que facilita a adaptação ao exercício. Baixos nívels de LDL colesterol e aumento no HDL colesterol. Esse é o colesterol ruim pois obstrui as artérias do coração e do corpo. Logo, quanto mais baixo, melhor. O HDL, ao contrário, é o colesterol bom e quanto mais elevado, melhor. A corrida diminui o LDL e aumenta o HDL. Ferritina sérica. A ferritina é a proteína responsável pelo estoque de ferro no organismo. Como o ferro é importante para a hemoglobina, geralmente a ferritina também aumenta no atleta. Hipertrofia ventricular. Ventrículos são as câmaras cardíacas que bombeiam o sangue para as artérias. Especificamente o ventrículo esquerdo (manda sangue para os músculos) pode aumentar de tamanho (hipertrofiar), mas, diferentemente de pacientes com hipertensão arterial que também têm hipertrofia ventricular esquerda, esse aumento é bom e compensatório para o atleta. Se você não fala para seu médico que é corredor, ele irá ficar procurando uma causa patológica para tal alteração. Aumento na CPK. Essa é uma substância (enzima) que existe nos músculos e, dependendo do treino (um longão, por exemplo), pode haver um aumento nos níveis séricos de CPK, sem no entanto indicar patologia. Essa enzima está aumentada em casos de infarto do miocárdio (CK-MB) e pode aumentar em pessoas que usam remédio para baixar colesterol. TGO e TGP também são enzimas que aumentam após uma corrida mais puxada. Sangue na urina e/ou fezes. Alguns corredores podem ter pequenos sangramentos de vasos da parede da bexiga ou dos intestinos; isso é raro, mas se você fizer um exame de urina ou fezes após um treino longo e tiver essa alteração, lembre-se de repetir o exame sem alguns dias de treino ou evite treinar antes do dia de colher exames.
O treino hoje é longão. Será o maior longão e o último: 3h15minutos. Como é o último, Erivan vai participar também, mas só que ele vai de moto.

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